Prédio Verde: Por que é uma tendência mundial?


Vários são os motivos que tornam um prédio verde uma tendência mundial. Podemos falar que uma delas se dá pelo fato de que cerca de 84,4% da população brasileira, mora em cidades, geralmente onde não se tem muita área verde para se conviver, fazendo com que fiquemos muito tempo dentro das construções, sejam elas casas, restaurantes, academias, shoppings.

Cada vez mais estamos reclusos nesses lugares, buscando por nos divertirmos em locais fechados, então procurar por prédios onde se possa ter um contato maior com a natureza torna esta tendência mais forte, para que assim possamos trazer maior qualidade de vida para dentro de nossos lares.

Claro que o benefício maior, está muito além do que só se ter contato com o verde, pois o real benefício destas construções são os baixos impactos ecológicos, portanto uma construção ambientalmente consciente é cada vez mais importante, conforme o futuro se aproxima.

A cada dia que passa temos mais ciência da importância desta crescente, para garantir um futuro com menos problemas ambientais.

O benefício de uma edificação verde não é restrito apenas para prédios novos, os antigos também podem fazer melhorias, a fim de se adequarem as diretrizes estabelecidas pela Green Building Council Brasil (GBC), empresa responsável por analisar e certificar se o local está de acordo, para receber a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design)

Os selos deste certificado podem ser classificados entre Silver, Gold e Platinum, que farão correlação aos quesitos adquiridos em determinada fase de análise.

Uma tipologia BD+C é utilizada para novas construções ou aquelas que passarão por grandes reformas, já para as edificações existentes, poderão se adequar a tipologia O+M, criada para evitar as demolições em prédios mais antigos.

Outro ponto importante a ser ressaltado é que os prédios verdes, agregam valor a imagem da construção. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, imóveis sustentáveis são de 10% a 30% mais valorizados no mercado.

Engana-se quem pensa que este tipo de construção é algo apenas reservado para edifícios de alto custo. Em um passado distante, cerca de 10 anos para cá, a construção sustentável está chegando ao mercado de forma mais generalizada, atingindo desde empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida, até escolas, hospitais e residências, além das edificações públicas.

O empreendimento Amadis, da incorporadora Tarjab, é o primeiro residencial do país com selo verde AQUA-HQE Habitação Social Sustentável.

Segundo a própria Tarjab, para que o empreendimento pudesse atender aos requisitos, começou-se pelo processo construtivo. Foram previstas medidas para que o canteiro de obras tenha baixo impacto ambiental, como: proteção da vegetação, coleta seletiva de resíduos (com maior atenção para os resíduos contaminantes), uso de produtos com menor impacto ambiental (como tintas à base d´água) e reaproveitamento da construção do stand de vendas para as áreas de vivência e administrativas da obra.

Para operação, o condomínio terá dispositivos para controle automático da iluminação das áreas comuns, infraestrutura para aquecimento solar e equipamentos mais eficientes, reduzindo assim o consumo de energia. Está previsto também sistemas para economia de água como: bacias sanitárias de duplo fluxo, torneiras das áreas comuns com fechamento automático ou com acesso restrito, restritores de vazão e arejadores nos metais sanitários.

“Através de certificações ambientais conseguimos garantir a avaliação e ter atestado que estamos cumprindo normas técnicas e referenciais de sustentabilidade consagrados, como é o caso da certificação AQUA-HQE. Com esse tipo de diretriz, o cliente consegue analisar os empreendimentos com um olhar técnico e comparar empreendimentos com a mesma qualidade técnica. Acreditamos que as construções sustentáveis têm maior vida útil, redução do custo de manutenção e maior valorização do empreendimento”, explica o diretor-técnico da Tarjab, Sérgio Domingues.

Tem-se que ter em mente que este investimento poderá ser um pouco maior na construção do imóvel, mas a economia que se terá com diversos insumos futuramente, como água e energia, tornará o imóvel muito mais valorizado para venda.

Outro fato importante é que esta adequação ou construção não é algo fora da realidade brasileira, visto que, pode-se construir de forma sustentável sem gastar muito mais do que uma construção normal, dependendo do grau de sofisticação do ponto de vista de sustentabilidade. Segundo a GBC Brasil, nos Estados Unidos, estudos estatísticos indicam que se pode gastar em média de 1% a 7% a mais. No Brasil, a tendência é de se gastar de 5% a 10% a mais em edifícios comerciais e 2 a 4% a mais nos residenciais.


Estas porcentagens podem assustar, quando pensamos no aumento do valor de uma construção, mas o que se tem que ter em mente é o retorno que se terá, pela economia gerada, ou seja, um empreendimento sustentável pode reduzir em 30% o consumo de energia, 50% o consumo de água, 35% das emissões de CO2 e até 70% o descarte de resíduos, segundo Green Building Council Brasil (GBC).

Esta economia pode ser ainda maior. No mundo alguns países oferecem incentivos para o crescimento deste setor, como por exemplo, Alemanha, que remunera os cidadãos que produzem um excedente de energia obtida por placas fotovoltaicas.

Já no Brasil, o incentivo está relacionado a fiscal, existentes em diversas cidades brasileiras, conhecido como o IPTU Verde. Desconto dado no IPTU para obras que implementarem sistemas ecoeficientes nas suas construções ou reformas. Cada cidade determina o valor deste desconto, mas ele pode variar 5% a 20%.

Os sistemas ecoeficientes podem variar, mas alguns exemplos são:


-Captação e reutilização de água;

- Uso de placas solares para o aquecimento de água;

- Uso de placas fotovoltaicas para geração de energia elétrica.

- Reciclagem e reuso de resíduos de materiais de construção;

Vários são os benefícios ligados aos prédios verdes, ainda mais quando se pensa a longo prazo. O mundo está se preparando cada vez mais a esta realidade, que esperamos ser, de possível acesso a toda a população, pois todos deveriam ser merecedores dos benefícios, tanto como pessoa, quanto mundo.

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