Quais equipamentos ou sistemas são mais eficientes em uma construção?


Em uma edificação é importante ter em mente que os principais requisitos relacionados à eficiência energética, quanto ao desempenho térmico e visual é algo a ser analisado desde o projeto.

Alguns equipamentos ou elementos arquitetônicos podem ter seu desempenho melhor do que um de modelo similar, ainda mais com a crescente evolução da tecnologia em sistemas e equipamentos na construção civil, é de suma importância que projetista, seja arquiteto ou engenheiro, tenha uma ideia abrangente do que está disponível no mercado, para um desenvolvimento de projeto mais assertivo, tanto de proposta, quanto de economia para a obra ou cliente final.

O Sistema de Aquecimento de Água, por exemplo, pode representar uma grande fatia de consumo de eletricidade nas construções. Há várias opções, umas com maior ou menor consumo de energia, entre eles: chuveiro elétrico, aquecedor elétrico ou a gás de passagem ou de acumulação, aquecedor solar de acumulação com backup elétrico ou a gás e o aquecedor a biomassa (lenha).

O primeiro, o chuveiro elétrico, tem seu consumo que representa cerca de um quinto do consumo total em uma residência e seu nível de conforto proporcionado é relativamente pequeno, mas seu custo e a facilidade de instalação é o contraponto, pois nestes quesitos são mais atrativos.

Já os com sistema de aquecimento a gás, oferecem melhor pressão do que os elétricos, mas tem-se que ter maior cuidado com a montagem da tubulação, para evitar vazamentos e assim ter problemas ainda maiores.

Os solares, embora mais custoso na instalação, tem custo zero para o aquecimento. Atualmente, o valor investido na instalação deste sistema dá retorno em economia de energia em aproximadamente 2 anos e meio de uso para uma família de cerca de 4 pessoas.

Quando falamos em Sistema de Iluminação Artificial, temos como base, uma das principais invenções do século XIX, foi a lâmpada incandescente pelo Thomas Edison e hoje é um quesito inseparável em qualquer tipo de construção, principalmente nos casos onde não se consegue ter acesso a luz natural.

Atualmente existem diversos tipos de lâmpadas e várias aplicações. Podemos separá-las em dois grupos básicos, as de irradiação por efeito térmico (incandescentes) e as de descarga em gases e vapores (fluorescentes, vapor de mercúrio, etc.)

As incandescentes, mais comuns, tem vida curta e custo inicial baixo, mas seu consumo é maior, pois seu funcionamento é feito pela elevação da temperatura de um filamento, uma alta dissipação de calor, que se traduz em desperdício de energia.

Já as de descarga gasosa, a luz é produzida pela excitação de um gás pela passagem de energia elétrica. Uma das desvantagens desta lâmpada é o efeito estroboscópico que produzem, ou seja, elas “piscam” ocasionando um possível desconforto ou problema maior, como um acidente de trabalho, por isso que elas geralmente são colocadas em pares. Seu ponto positivo é que elas possuem boa eficiência luminosa, sendo de quatro a 6 vezes maior que as incandescentes e uma vida média alta de 6.000 a 9.000 horas de uso.

Ainda temos as lâmpadas fluorescentes compactas, que são compostas de um pequeno bulbo fluorescente e alguns dispositivos de partida (reatores e starters) incorporado.

Não podemos nos esquecer das lâmpadas de Leds, que antigamente era usado apenas em equipamentos como som, e computadores, mas após descobrirem a técnica para emissão de luz com maior abundância, passou a ser muito utilizada em construções devido ao tamanho reduzido, variedade de cores, alta resistência a choques, baixa dissipação de calor e alta durabilidade (cerca de 100.000 horas).

Vários são os quesitos que temos que levar em consideração, sendo que o projeto tem que ser analisado de acordo com o que é desejável para cada edificação, sendo que pode ser optado por elementos a princípio mais caros, mas que podem ser mais duráveis e ainda os que podem oferecer melhor eficiência energética, mas todos com o mesmo propósito, oferecer maior conforto ambiental para seus usuários.

Hoje falamos sobre a água e a iluminação. No próximo texto, ainda falaremos sobre sistemas e equipamentos, mas no que se refere a aquecimento e resfriamento. Acompanhe os demais informativos.

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